Eu bato, ele não me atende.
Eu falo, ele não me entende.
Que tipo de estranho sou eu?
Sou um transeunte que pára a jogar conversa fora;
sou um maníaco, que te odeia e te adora;
sou um velho conhecido, de quem você já se esqueceu.
É tão desconcertante, tão consternante, ver alguém que lhe cause afeição;
não querer falar das mazelas, dos problemas que viveu.
E dizer _vai-te e deixa-me, que da minha vida cuido eu!_
Na verdade, sou mais que um estranho, sou um intruso.
Sou um tolo que se esquece, que nem tudo é o que parece, e que
não se pode chegar ao forasteiro e exigir _Conte-me tudo!_.
Sou alguém que vê uma miragem; que vive e viveu uma quimera - portanto,
esta pantera, voltou-se e me mordeu.