Não me chame de mocinha!
Ando com minhas próprias pernas, conheço as situações dolorosas e austeras.
Enquanto rasga a minha garganta um nó, e
as lágrimas internas escorrem, a dor que sinto sozinha.
Não venha julgar simples minha lida!
Não venha julgar simples minha lida!
Nem me venha acusar de inércia, pois ainda hoje sinto uma esperança persistente, um
último suspiro complacente, que não me deixar abjurar por completo à vida.
Ninguém conhece a profundidade de um desespero como a alma doente.
Ninguém conhece a profundidade de um desespero como a alma doente.
Somos mentes e circunstâncias diferentes. Somos pequenos mundos isolados, regidos
por suas próprias leis e falhas ocasionalmente.
Fraca estou !
Fraca estou !
Mas ainda assim espero soltar as amarras sem ser alvo de reprimenda e
olhares de reprovação. Espero ainda ter a licença de sofrer essa mortificação, sem
aparecer quem me pise a chaga usando de comparação, igualando
a todos, o que vivi e o que sou.
aparecer quem me pise a chaga usando de comparação, igualando
a todos, o que vivi e o que sou.
Não me imponha a felicidade como obrigação !
Espero ainda a licença de poder cair.
Sou apenas uma vara abalada pelo vendaval destino, que
me dobra até eu partir. E quando hei de partir dessa miserável provação?
Dobrei-me tanto que estou no chão... por uma raiz vagando
entre a vida e a morte, esperando a derradeira tempestade vir.
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