Pontilhados de asperidade que inundam os dedos.
Pequenos cristais, que em grande quantidade,
tornam macio da praia o enredo.
O céu que se estende, o oceano se espalha.
Os raios solares que clareiam a tonalidade gelada dos ventos,
se arremessam sobre a pele molhada.
O salgado que faz corar; a onda que te acerta em cheio; o verdeazulado do mar espumando em branco; desemboca na compacta areia,
onde desaparecem pegadas dos que estão a caminhar.
Um cenário tranquilo e agradável;
de repente se torna na coisa mais detestável.
Os raios que aqueciam, agora te castigam; ardem como o fogo terrível do inferno,
ao mesmo tempo parece inverno.
O vendaval que fazia voar os cabelos e o calor arrefecer,
agora te faz tremer, como um doente febril prestes a morrer.
O vendaval que fazia voar os cabelos e o calor arrefecer,
agora te faz tremer, como um doente febril prestes a morrer.
Seus lábios secam tanto que você teme que se quebrem.
Corre então ao ambulante da frente ansiando por água que não seja salobra, e descobre que por uma garrafa tem de deixar um rim e a roupa.
Volta então à sua cadeira, a abaixa e deita.
Coberta pelo guarda-sol já é meio dia,
e mal percebendo dormia, parada numa sensação satisfeita.
As horas vão passando e o sol desce, a sombra que havia agora é uma fogueira.
Depois do enfado passar, acorda toda vermelha, com o corpo ardendo e areia,
Depois do enfado passar, acorda toda vermelha, com o corpo ardendo e areia,
nas partes que ninguém mais costuma olhar.
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