domingo, 26 de maio de 2019
Fomos
Então é isso; é assim que termina...
Umas poucas palavras polidas, uma após outra, retrucadas de forma quase inconscientes, depois o silêncio da sina.
O tempo me deu um poder, não sobre,
mas natural; uma certeza comparada à vidência. Porque nada mais natural do que as marcas similares da recorrência.
Nada mais natural do que o suor frio do nervoso, do que o medo ante ao perigo, do que um distânciamento silencioso entre os que foram um dia amigos.
Aquela intercadência entre os assuntos se torna algo que não se pode desprezar, porque enquanto ela cresce, cresce junto a consciência de que não há mais nada o que falar.
Houve. Sim, houve... e é pretérito, e perfeitamente indicativo, de que não há mais nada que cative o interesse; de que não há mais nada misterioso e atrativo.
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