Em meio aos comuns ouvindo a gargalhada e a prosa, solto palavras nervosas, meio distraída pelo burburinho. Ouço vozes falando toda conversa absorta, conciliando o meio externo à minha memória louca, redarguo de modo incerto.
São pessoas familiares, rostos que minha mente recorda, porém meu íntimo não toca seus estranhos universos. Não há uma escada, que permita a escapada desta clausura corpórea que me esconde. Tão perto, mas tão longe, tão longe mas tão perto.
Mais distanciada ainda, reclusa em meu aposento, sentada me analiso À procura da prisão.
Percorro meu corpo com membros trêmulos, então me pergunto _Onde mora a solidão?_
Mora nas palmas das minhas mãos, com as quais os despeço com frios acenos?
Mora nos pés, que correm do Afável e se lançam ao detestável?
Ou mora nos meus lábios, que não sabem dizer uma sentença amável?
Talvez nos meus ombros? Que dão a impressão de quem já deixou o interesse e deu lugar à acusação. Pode ser nos meus olhos, que revelam o medo orgulhoso da vexação.
Não! São todos fantoches, do vilão, um pobre diabo, chamado coração.
Que cedeu lugar à quem tanto temo : o silêncio, o vazio, à distância e à resignação.
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